quarta-feira, 21 de julho de 2010

Reclamam demais


Escuto de meus colegas de trabalho e de meus parceiros comerciais opiniões diversas a respeito de nossa cena política. É facilmente detectável que atualmente aqueles que são a favor do Governo Lula e de sua continuidade não param de trabalhar em busca de crescimento, falam pouco e evitam perder tempo, tem opiniões consistentes expressas em poucas palavras, não se baseiam em fantasias para falar e estão com seus planos traçados. Ao passo que aqueles partidários da mudança e viúvas de FHC, estão perdidos, sem rumo, constantemente parados, reclamam demais, perdem tempo demais, dão assunto a e-mail, ou melhor, “correntes” demais e não sabem bem ao certo o que querem criticar e porque vão criticar, só sabem que alguma coisa deve estar errada porque ouviram de alguém que tem certeza do que falou. É essa a oposição popular ao Governo Lula, uma turma sem rumo, sem certezas e com muito tempo para brincar de viver e de ser contra alguma coisa. Essa parcela da população reclama muito, da desculpas, se faz de vítima e tem medo, medo de perder sua verdade incontestável que alguma coisa está errada. É muito mais fácil ficar reclamando e dando desculpas do que enfrentar o mundo e descobrir que novas portas foram abertas, mas ainda existem infinitas a serem pelo menos descobertas.
Descobrimos com o Presidente Lula que não temos o direito de reclamar de nada enquanto não lutarmos muito por nossas conquistas.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

APROPRIADO PARA O MOMENTO.


Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, o Senador Cristóvam Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. Um jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um Brasileiro.

RESPOSTA DO SENADOR:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo mais que tem importância para a humanidade.


Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais.
Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como patrimônio cultural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria Ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimento nas fronteiras dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda Humanidade.
Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos a presidência dos EUA têm defendido a idéias de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"
Ps.: Esta matéria foi publicada no "The New York Times", no "Washington Post Today" e nos maiores jornais da Europa e Japão, no mês de agosto de 2001. No Brasil não foi publicada.
POST SCRIPTUM
Esta matéria foi publicada no "The New York Times", no "Washington Post Today" e nos maiores jornais da Europa e Japão, no mês de agosto de 2001. No Brasil não foi publicada.
FONTE
Pe. Augusto Canali, cp - Consultor Geral
http://www.passionistas.org.br

Essa é mais uma foto de minha Cidade Natal - Rio Manso (Couto de Magalhães de Minas). Nessa pequena cidade passei toda minha infância, aprendi a ser sempre feliz, a cultivar coisas simples, a viver com muita intensidade as coisas boas da vida.
Hoje, como em toda cidade pequena do interior, volto e não tenho como encaixar minhas lembranças na nova dinâmica do lugar.
Não sei se isso pode ser encarado como um bom sinal de progresso ou como um sinal de perda da identidade local. Nossas tradições locais são substituídas dia a dia por uma cultura de massa, generalizada, sem raiz ou expressão regional.

terça-feira, 1 de junho de 2010



Serra está feito um cara chato, rejeitado por todos. Fica fazendo piadinhas com um, falando mal de alguém com outro, comentando de futebol no balcão do bar pra não ficar sozinho na mesa, reclamando de alguma coisa com quem divide a poltrona do ônibus, e assim vai. À noite, ou seja, depois das eleições, volta pra casa com a sensação de que fez alguma coisa, mas não sabe bem o que. Um dia essa cara fica velho, como ficaram seus pares do PFL, e vai sumindo pouco a pouco

segunda-feira, 31 de maio de 2010

PiG



Aqui no Brasil, o ataque ao comboio de ajuda humanitária à Gaza foi transformado, pelos editores dos jornais das Organizações Globo, em tentativa de linchamento de soldados do exercito Israel.
Eu também acho que os pobres soldados armados até os dentes não teriam chance contra ferozes voluntários com seus porretes, caixas de remédios, roupas e alimentos.
Fico pensando até quando essa minoria vai subjugar nossa capacidade de interpretar os acontecimentos à nossa volta? Até quando vão achar que sua máquina poderosa, que invade nossas casas todos os dias, ainda é capaz de determinar nossa vontade?
É uma pena, pois paralelo a esse derrotado “partido político” caminha uma legião de bons profissionais, artistas, técnicos, comunicadores, profissionais de mídia, jornalistas e tantos outros.
Esse é o grande mal do monopólio administrado em favor de interesses de poucos, pouquíssimos, quase imperceptíveis se não fosse o fato de não terem percebido a mudança do Povo Brasileiro.